Novo Botijão de Gás de Plástico.

Essa nova tecnologia começou a ser testada na Escandinávia e por iniciativa da empresa Liquigás, maior distribuidora de gás de cozinha do país (GLP), foi lançado um projeto piloto para testar o aceitamento e os resultados das mudanças no mercado brasileiro do botijão antigo feito de aço para o novo modelo feito de plástico.

Seis mil residências espalhadas pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre estão recebendo em fase de teste a primeira produção de botijão de gás de plástico.

Essas amostras estão sendo importadas da Europa em parceria com a petroquímica Brasken e a fabricante americana Amtrol-Alfa, mas a idéia é começar a produzir futuramente aqui no Brasil, e nos próximos anos substituir todos os botijões atualmente em uso no país, que estimativa ser cerca de 110 milhões de unidades comercializadas.

Confirmando o interesse de todos os parceiros envolvidos no projeto, o presidente da Liquigás, Antonio Rubens Silva Silvino, declarou à imprensa que “essa inovação foi uma demanda de nossos acionistas”.

A troca do material na embalagem vai trazer benefícios no transporte.

Na Europa, a nova tecnologia atende às normas rígidas trabalhistas, como por exemplo a de os distribuidores de gás não poderem carregar produtos acima de 25 quilos.

Muitos dos acidentes trabalhistas ocorrem na estação de enchimento desses botijões. O consumidor brasileiro conta um produto pesado, o que acaba facilitando os acidentes.

O preço atual de um botijão tradicional gira em torno de R$ 85 a unidade. A Liquigás não divulga o valor do custo para o novo botijão, mas a empresa afirmou que o preço não deverá ser muito diferente do modelo convencional.

A entrada de um novo produto, inovador, não deve ameaçar em um primeiro momento os grandes produtos de botijão de aço, comercializados no Brasil há 75 anos.

A Mangels, uma das gigantes empresas no mercado produtora do botijão convencional, declarou que “encara positivamente qualquer movimento de modernização para o mercado”. A Organização informou que lançou há alguns anos a produção do botijão de 8 quilos e recentemente participou da montagem da nova norma no Uruguai, que reduziu o peso das embalagens naquele país, mas mantendo a capacidade para os mesmos 13 quilos de GLP. A empresa, no entanto, não negocia firmar parceria para produzir botijão de plástico no Brasil.

Vamos esperar pra ver se o novo produto vai cair no gosto do consumidor e vingar no mercado brasileiro.

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