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Dólar recua e atinge R$ 5,29, menor valor em 15 meses, enquanto Ibovespa caminha para novo recorde

Desvalorização do Dólar e Expectativas de Mercado

O dólar comercial encerrou esta terça-feira com uma queda de 0,43%, fechando o dia cotado a R$ 5,298. Este é o menor valor registrado em 15 meses, desde junho de 2024, quando a moeda norte-americana foi negociada a R$ 5,296. A desvalorização do dólar reflete uma tendência de queda observada nos últimos dois pregões e ocorre em meio a um cenário de expectativas quanto às decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.

O recuo do dólar se destaca ainda mais no cenário internacional, onde o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, caiu 0,73%, alcançando 96,63 pontos. Este índice está próximo de sua mínima do ano, que foi de 96,30 pontos, reforçando a fraqueza da moeda americana no exterior. A busca dos investidores globais por ativos de maior risco é um dos fatores que impulsionam essa desvalorização, à medida que aguardam um possível corte na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.

Expectativa pela Superquarta

A chamada ‘superquarta’ está gerando grande expectativa no mercado financeiro. Amanhã, tanto o Fed quanto o Banco Central do Brasil divulgarão suas decisões sobre as taxas de juros. A expectativa é de que o Fed reduza a taxa de juros em pelo menos 25 pontos-base, enquanto o Banco Central brasileiro deve manter a Selic em 15% ao ano. Essas decisões são vistas como positivas para ativos de risco, como as ações, uma vez que juros mais baixos nos EUA tornam os títulos do Tesouro americano menos atrativos, potencialmente redirecionando o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil.

Os investidores estão cautelosos, evitando grandes movimentos antes dos comunicados dos bancos centrais. Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, comenta que o resultado dessas reuniões e as sinalizações sobre as políticas de juros futuras nos EUA e no Brasil são cruciais para determinar a direção do câmbio no curto prazo. A reunião do Fed, que começou hoje e termina amanhã, é a primeira com a participação do novo diretor, Stephen Miran. O mercado espera não apenas o corte dos juros, mas também uma maior clareza sobre possíveis novos cortes ainda este ano e em 2026.

Ibovespa: Recorde e Impulso das Blue Chips

A Bolsa de Valores brasileira, representada pelo Ibovespa, iniciou o dia em alta e está prestes a renovar seu recorde histórico pela segunda sessão consecutiva. Durante o dia, o Ibovespa atingiu 144.783 pontos, mas, momentos antes do fechamento, estava em 144.061,74 pontos. Caso esse nível seja mantido até o final do pregão, o recorde anterior, de 143.546 pontos, será superado.

O desempenho positivo do Ibovespa é impulsionado pelas ações de grandes companhias, conhecidas como blue chips. As ações ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,73%, recuperando parte das perdas da sessão anterior. As Units do BTG (BPAC11) também registraram alta, de 0,17%. Além disso, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 0,41%, acompanhando a alta dos preços do petróleo no mercado internacional, onde o barril de Brent subiu 1,52%.

Queda na Taxa de Desemprego e Impactos no Mercado

Outro fator que tem influenciado positivamente o mercado é a recente queda na taxa de desemprego no Brasil. O índice caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, marcando a menor taxa de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), coletada desde 2012. Este dado reforça a percepção de recuperação econômica no país, o que pode atrair ainda mais investimentos.

A combinação de um mercado de trabalho mais robusto, expectativas de manutenção da Selic e a busca por ativos de maior risco estão criando um ambiente favorável para a Bolsa de Valores e para a valorização de ativos brasileiros. Os investidores estão atentos aos desdobramentos das reuniões dos bancos centrais, que podem definir as tendências do mercado no curto prazo.

Investidores evitam grandes posições antes dos comunicados do Federal Reserve e do Copom amanhã, agindo com cautela. O resultado dessas reuniões e, principalmente, a sinalização sobre os próximos passos da política de juros nos EUA e no Brasil, ditarão a direção do câmbio no curto prazo.

Fonte: economia.uol.com.br

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