Relatório da Wolfe Research conclui que os lucros do S&P 500 mostram um momento robusto, sustentado por resultados trimestrais acima do consenso e por revisões positivas de estimativas, com implicações relevantes para a dinâmica do mercado acionário no curto prazo.
Até a semana encerrada na quarta‑feira, 465 empresas do índice já haviam divulgado balanços do segundo trimestre de 2026; 69% delas superaram as estimativas de receita em termos ponderados por valor, com uma surpresa média de 3,8%. Além disso, 86 empresas deram orientação para o terceiro trimestre e 64% apresentaram midpoint acima do consenso — a maior proporção desde o período pós‑COVID.
A Wolfe Research eleva a projeção de lucro operacional por ação (operating EPS) do S&P 500 para crescimento de 31% em 2026. Ao excluir ganhos pontuais de grandes empresas de tecnologia, o crescimento ajustado estimado pela equipe fica em cerca de 27%. O relatório descreve esse cenário como um dos mais fortes fora de recuperações pós‑recessão nas últimas cinco décadas.
O estudo identifica o setor de tecnologia — e, em particular, empresas de semicondutores — como motor principal desse avanço nos lucros, impulsionado por investimentos contínuos em inteligência artificial e pelo aumento de gastos com data centers e infraestrutura de nuvem. Essa concentração de liderança tem mantido o rally do índice relativamente estreito, com uma fatia reduzida de nomes respondendo por grande parte do ganho total.
Para 2027, a Wolfe Research aponta que a continuidade desse impulso depende, em grande medida, da capacidade das empresas de transformar gastos em IA em receitas recorrentes e margens sustentáveis. O relatório destaca que, apesar do avanço dos lucros, fatores como elevações de risco geopolítico e decisões de política monetária seguem como potenciais vetores de volatilidade.
Leia também: Jefferies: 38% das empresas australianas superaram estimativas na temporada de resultados
via INVESTING AÇÕES

