O fundo imobiliário GGRC11 registrou volume financeiro de R$ 22,7 milhões em um pregão recente, mostrando forte liquidez entre os ativos do segmento. A cota fechou a sessão em R$ 9,29, com valorização de 0,11%. No mesmo dia, o IFIX avançou 1,00%, aos 3.948 pontos.
O montante negociado torna o GGRC11 um dos destaques do recorte por movimentação diária, um indicador observado por investidores que priorizam facilidade de entrada e saída no mercado secundário.
Dividendos e calendário
O GGRC11 anunciou distribuição de R$ 0,10 por cota, com data-base em 1º de outubro e pagamento previsto para 8 de outubro de 2026. Considerando uma cotação de referência de R$ 8,99, esse provento equivale a um dividend yield aproximado de 1,11%.
Em relação aos rendimentos referentes a agosto, o fundo também pagou R$ 0,10 por cota. Tomando como base o preço de fechamento de R$ 9,13 no último dia útil de agosto, o yield mensal foi de 1,10%, o que corresponde a cerca de 13,14% em termos anualizados.
Recordes de negociação e base de cotistas
Em agosto de 2026 o GGRC11 bateu recordes no mercado secundário: foram negociadas 47,13 milhões de cotas, totalizando aproximadamente R$ 439,6 milhões — o maior volume mensal já registrado pelo fundo. A média diária de negociação no mês ficou em cerca de R$ 20,9 milhões.
A base de investidores também cresceu: o fundo ultrapassou 411 mil cotistas (411.230), com entrada líquida de 18.818 novos investidores ao longo de agosto.
Perfil da carteira e contratos
Ao final de junho de 2026, a carteira do GGRC11 era composta por 42 ativos, com mais de 1 milhão de metros quadrados de área bruta locável (ABL) e 49 inquilinos. A vacância física estava em 1,40%.
A distribuição por tipo de ativo era a seguinte: imóveis logísticos representando 75,36% do portfólio, híbridos 13,46% e industriais 11,18%.
Contratos atípicos predominavam na carteira, respondendo por 88,14% das locações, enquanto contratos típicos correspondiam a 11,86%. O prazo médio ponderado dos contratos (WAULT) era de 4,47 anos.
Quanto ao fluxo de vencimentos por receita de aluguel: 48% dos contratos vencem a partir de 2030, 20% em 2028, 12% em 2027, 12% em 2029 e 8% em 2026.
Os reajustes de aluguel são majoritariamente indexados ao IPCA (91,38%), seguidos por IGP-M (6,65%) e INPC (1,97%). Entre os contratos de prazo mais longo destacam-se o da Rizobacter, em Londrina (PR), com vencimento em maio de 2043, além dos contratos dos ativos Braspark (Garuva, SC) e Todimo (Cuiabá, MT), ambos com vencimento em 2037.
Investidores acompanham a combinação de elevado volume negociado e yields anunciados para avaliar liquidez e retorno potencial do fundo no curto e médio prazo.
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