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Ibovespa atinge novos recordes e avança 2,5% na semana

Novo recorde histórico

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, renovou suas máximas históricas nesta sexta-feira (19), ao ultrapassar a marca de 146 mil pontos em seu melhor momento. O desempenho ocorreu em meio a um dia de variações modestas, reflexo de um noticiário enfraquecido e do vencimento de opções sobre ações na B3, a bolsa paulista.

No encerramento, o índice apresentou um aumento de 0,25%, fechando em 145.865,11 pontos, conforme dados preliminares. Durante o dia, no auge, alcançou 146.398,76 pontos, enquanto em sua mínima registrou 145.495,55 pontos.

O Ibovespa acumulou um ganho expressivo de 2,53% ao longo da semana, marcando uma sequência de boas performances que reforçam a confiança dos investidores no mercado brasileiro.

Análise técnica e perspectivas

Em análise detalhada, o técnico Gilberto Coelho, da XP Investimentos, destacou que o Ibovespa segue em uma tendência de alta, apoiada pelas médias de 21 e 200 dias. No entanto, o mercado encontrou resistência nos 146.331 pontos, e a superação desse nível poderia impulsionar o índice para 147.200 ou até mesmo 152.900 pontos.

Coelho também alertou que, caso o índice caia abaixo de 143.400 pontos, haveria um sinal de realização de curto prazo, com possíveis suportes em 141.000 ou 136.100 pontos. Essas projeções indicam a importância de monitorar esses níveis para entender as possíveis direções do mercado.

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Influências internacionais e domésticas

A semana foi marcada por uma série de máximas sucessivas na bolsa brasileira, influenciadas pelo cenário internacional. A decisão do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, de cortar juros e sinalizar novas reduções para 2025, teve impacto positivo no mercado.

Além disso, a decisão do Banco Central do Brasil de manter a taxa Selic em 15% ao ano também foi uma influência determinante. A autoridade monetária reforçou que a taxa deverá permanecer nesse patamar por um período prolongado, o que tem proporcionado um ambiente mais previsível para os investidores.

Desempenho de ações e setores

Entre as ações que se destacaram na sessão, o Bradesco (BBDC4) subiu 1,78% após o anúncio de que seu conselho de administração aprovou R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP). No setor financeiro, outras instituições também tiveram desempenhos positivos, com o BTG Pactual (BPAC11) valorizando 1,58% e o Itaú Unibanco (ITUB4) avançando 1,33%. Por outro lado, o Santander Brasil (SANB11) caiu 0,68% e o Banco do Brasil (BBAS3) teve uma queda de 2,17%.

A Natura (NTCO3) sofreu um ajuste com uma queda de 4,65%, após ter disparado 16% no dia anterior devido ao anúncio de um acordo para a venda de negócios da divisão Avon Internacional. A Cosan (CSAN3) também caiu 4,46% após o UBS BB cortar a recomendação das ações para ‘neutra’, mas manter o preço-alvo em R$ 9.

No setor de energia, a Petrobras (PETR4) caiu 1,11%, continuando a trajetória de fraqueza do petróleo no mercado internacional. O contrato Brent encerrou com um declínio de 1,13%. A Brava Energia (BRAV3) também sofreu uma queda de 2,32%, reflexo da venda de todas as suas ações detidas pela Maha Capital.

Abaixo dos 143.400 teria sinal de realização de curto prazo que pode levar aos suportes em 141.000 ou 136.100.

Índice Fechamento Variação do Dia Variação na Semana
Ibovespa 145.865,11 +0,25% +2,53%
S&P 500 6.662,84 +0,47%
Nasdaq Composite 22.625,48 +0,69%
Dow Jones 46.315,77 +0,36%

Fonte: www.moneytimes.com.br

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