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Príncipe Harry, Elton John e outras cinco pessoas são condenados a pagar £9,5 mi a editora de tablóide britânico

Príncipe Harry, Elton John e outras cinco pessoas são condenados a pagar £9,5 mi a editora de tablóide britânico

O príncipe Harry, o cantor Elton John e mais cinco autores de um processo contra a editora de um tablóide britânico foram obrigados a pagar cerca de 9,5 milhões de libras (aproximadamente R$ 67 milhões) para cobrir os custos jurídicos da publicação, decidiu a Justiça do Reino Unido nesta sexta-feira (21 de agosto de 2026).

A quantia foi fixada depois que o grupo perdeu, em julho, uma ação que acusava a editora de violações de privacidade cometidas entre a década de 1990 e os anos 2010. Os autores alegaram, entre outros pontos, que jornalistas teriam recorrido a práticas ilegais, incluindo, no caso do príncipe Harry, a escuta de seu telefone.

O juiz responsável pelo caso, Matthew Nicklin, rejeitou integralmente as reclamações e criticou a forma como os pedidos foram apresentados ao tribunal. Em sua decisão, o magistrado considerou que as alegações dos demandantes se basearam em inferências e especulações, e avaliou que a condução do caso pelos autores extrapolou o padrão aceitável de litígio.

Do ponto de vista do tribunal, o conjunto de problemas processuais levou o caso além da normalidade e a atuação dos autores não foi considerada razoável, afirmou o juiz.

Ao decidir sobre os custos, a corte determinou que, por serem parte perdedora, Harry e os demais devem arcar com as despesas da editora sem que esta precise provar, naquele momento, que os gastos foram proporcionais ou razoáveis.

Durante o processo, a editora informou ter acumulado despesas jurídicas de 34,5 milhões de libras (cerca de R$ 243 milhões). Os autores, por sua vez, contavam com uma apólice de seguro que cobria 16 milhões de libras; o advogado do grupo, Nicholas Bacon, classificou a fatura da editora como “absurda” em petições ao tribunal.

O escritório que representou a editora argumentou que as acusações feitas pelos autores eram amplas e graves, mas que não foram demonstradas com evidências suficientes, o que, segundo os advogados, contribuiu para o aumento dos custos do litígio. Um porta‑voz da editora saudou a decisão como “mais uma vitória esmagadora” para o jornal e seu jornalismo.

Além do príncipe Harry e de Elton John, figuram entre os autores as atrizes Sadie Frost e Liz Hurley, o marido de Elton John, David Furnish, e a baronesa Doreen Lawrence, mãe de Stephen Lawrence, vítima de homicídio em ataque racista em 1993.

Em janeiro, ao depor no processo, o príncipe Harry — o primeiro membro da família real a testemunhar em juízo em cerca de 130 anos — disse que a cobertura do tablóide tornara a vida de sua esposa, Meghan, “um verdadeiro inferno”. Na ocasião, ele chegou a conter as lágrimas ao relatar os efeitos das publicações.

Até a última atualização desta reportagem, o príncipe Harry não havia se manifestado sobre a decisão anunciada nesta sexta-feira.

Contexto: no sistema jurídico civil do Reino Unido é comum que a parte vencida pague parte ou a totalidade dos custos legais da vencedora, especialmente quando o tribunal entende que as alegações foram infundadas ou que o processo foi conduzido de forma inadequada.

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via G1 mundo

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