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PSEC11 tem lucro de R$ 10,42 milhões em agosto e distribui R$ 0,60 por cota; yield mensal de 1,17%

PSEC11 tem lucro de R$ 10,42 milhões em agosto e distribui R$ 0,60 por cota; yield mensal de 1,17%

O fundo imobiliário PSEC11 registrou lucro de R$ 10,42 milhões em agosto de 2026, o que equivale a R$ 0,57 por cota. O resultado recorrente, medido pelo FFO (funds from operations), ficou em R$ 11,45 milhões, ou R$ 0,62 por cota.

Composição das receitas

A geração imobiliária somou R$ 11,12 milhões no mês. Do total, R$ 7,61 milhões vieram de rendimentos oriundos de outros fundos imobiliários e R$ 3,51 milhões foram resultado de juros e atualização monetária de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). As receitas financeiras atingiram R$ 1,25 milhão, enquanto as despesas recorrentes somaram R$ 926,3 mil.

Houve efeitos extraordinários negativos de R$ 1,02 milhão (R$ 0,06 por cota), impactados principalmente pelas vendas de FIIs realizadas no processo de rebalanceamento da carteira.

Distribuição aos cotistas e reservas

O PSEC11 alocou R$ 11,04 milhões para pagamento aos cotistas, correspondendo a R$ 0,60 por cota. Para complementar o montante distribuído, foram utilizados R$ 0,03 por cota da reserva de resultados. Ao final de agosto, o saldo dessa reserva era de R$ 2,62 milhões, equivalente a R$ 0,14 por cota.

Com base na cotação de fechamento de R$ 51,44 no final de agosto, o dividend yield mensal ficou em aproximadamente 1,17%. O relatório da gestão também apontou dividend yield anualizado de cerca de 14,0% sobre o preço de mercado ao término do mês. O pagamento de R$ 0,60 por cota representou o segundo mês do guidance estabelecido para o terceiro trimestre de 2026.

Reposicionamento da carteira: crédito em destaque

Em agosto o fundo alterou a alocação por estratégias: a parcela de carrego passou a representar 51,2% do patrimônio líquido, superando pela primeira vez a estratégia oportunística, que ficou em 42,8%. A parcela destinada a ganho de capital correspondia a 5,9%.

Durante o rebalanceamento, a gestora reorganizou a exposição ao TRXF11, que até então era a maior posição entre os FIIs líquidos, e zerou posições em MCLO11, HGCR11, EDGA11, ALZR11 e AFHI11. As vendas de fundos imobiliários somaram R$ 59,9 milhões no mês, reduzindo o número de posições de 74 em julho para 69 em agosto.

Destinação dos recursos e alocação final

Parte dos recursos obtidos com as vendas foi direcionada ao mercado de crédito. O PSEC11 aplicou R$ 4,6 milhões no CRI Gav Jeri, R$ 10,0 milhões no CRI Parque da Cidade III e R$ 31,3 milhões no CRI Galleria A Meza. Outros R$ 25,0 milhões foram alocados em operação compromissada.

Ao final de agosto, a composição do patrimônio era a seguinte: FIIs representavam 67,4%, CRIs totalizavam 24,9% e caixa líquido correspondia a 7,7%.

Perspectiva da gestão

A administração informou a intenção de reduzir gradualmente a exposição a FIIs listados e de redirecionar recursos para operações de crédito. A gestora também está avaliando um projeto de desenvolvimento logístico para a parcela destinada a ganho de capital do PSEC11.

Leia também: ALZR11 anuncia R$ 0,084 por cota em setembro; pagamento em 25/09/2026

via fiis.com.br/noticias/

Sobre o autor

"Fundador e editor do portal Mundo da Notícia. Formado em Engenharia de Produção e Técnico em Mecatrônica, utiliza sua sólida base analítica e visão baseada em dados para traduzir o mercado financeiro, tendências do Ibovespa e o cenário econômico global de forma clara e acessível para o leitor comum."

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