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BCA recomenda acumular ETF de mineradoras de ouro (GDX) e abre posição tática com alvo de 15%

BCA recomenda acumular ETF de mineradoras de ouro (GDX) e abre posição tática com alvo de 15%

A BCA Research informou em relatório de estratégia divulgado em 4 de agosto de 2026 que abriu uma posição comprada tática no VanEck Gold Miners ETF (ticker GDX) e recomenda que investidores com perfil compatível comecem a acumular o papel como proteção de portfólio.

Segundo a casa de pesquisa, o ouro e as ações de mineradoras recuaram cerca de 25% em relação às máximas de janeiro de 2026, e esse movimento criou uma janela de entrada para quem busca diversificação contra riscos macro. Entre os vetores citados como suporte potencial ao ouro estão: alta do preço do petróleo que poderia afetar crescimento, dúvidas sobre o compromisso do Federal Reserve com o combate à inflação, fraqueza estrutural do dólar, diversificação de reservas por bancos centrais e elevação de riscos geopolíticos. A BCA também observou compras de ouro por emissores de stablecoins, incluindo a Tether.

Além da tese ligada ao preço do metal, a BCA destaca que as mineradoras evoluíram em termos de qualidade operacional: margens em expansão, disciplina em despesas de capital e balanços mais sólidos. A pesquisa aponta que o indicador médio do setor de dívida líquida sobre EBITDA caiu de 1,3 em 2016 para cerca de -0,2 atualmente, o fluxo de caixa livre cresceu aproximadamente sete vezes desde 2023 e as estimativas consensuais sinalizam alta de 43% no lucro por ação para os próximos 12 meses.

O relatório chama atenção ainda para a relação entre o ETF e o ouro: embora o GDX tenda a superar o metal em retornos totais ao longo do tempo, isso acontece com volatilidade superior, pois o produto incorpora risco acionário além do risco do ouro — a BCA estima que o metal responde por cerca de 80% da variância do GDX. A casa nota que o ETF negocia a múltiplos mais baixos (cerca de 9,2 vezes o lucro projetado) frente a mais de 20 vezes para o S&P 500, o que, segundo a análise, pode melhorar a relação risco-retorno.

Para a operação, a BCA definiu um objetivo de retorno de aproximadamente 15% (equivalente a um preço do ouro na faixa de US$4.350 por onça) e um limite de perda (stop) de cerca de -7% (associado a ouro em torno de US$3.850 por onça). A casa ressalta que a posição é tática e serve para acrescentar fontes de retorno com drivers distintos às carteiras já expostas a crescimento cíclico, inteligência artificial e riscos de duração.

Investidores interessados devem avaliar a compatibilidade dessa exposição com seus objetivos e tolerância à volatilidade, lembrando que o GDX combina risco de commodities e de ações e pode apresentar oscilações significativas no curto prazo.

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via INVESTING FUNDOS IMOBILIARIOS

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