A Gávea Investimentos informou aos seus investidores, em 4 de agosto de 2026, que encerrará a gestão da família de fundos multimercados conhecida como Gávea Macro, pondo fim a 23 anos de atuação nesse segmento.
A operação prevê a indicação da Bradesco Asset Management como gestora destinada a assumir a administração dos fundos. A transferência será submetida à deliberação dos cotistas em assembleias convocadas para esse fim; até a efetivação do processo, a Gávea permanecerá responsável pela gestão e pelas operações de aplicações e resgates.
Segundo comunicados e entrevistas divulgados na ocasião, parte da equipe que vinha gerindo os multimercados poderá ser integrada à equipe da Bradesco Asset, como parte da transição operacional e de continuidade das estratégias de investimento dos fundos.
Os dados de mercado citados pela gestora e por levantamentos do setor apontam que a Gávea mantinha cerca de R$ 5 bilhões em ativos sob gestão, dos quais aproximadamente R$ 2,8 bilhões estavam alocados na família Gávea Macro. A decisão foi justificada pela própria administração como resultado das mudanças no ambiente de mercado e do repensar da estratégia de alocação dos sócios da casa.
Analistas e reportagens do setor destacam que o movimento ocorre em um contexto de forte migração de recursos no mercado de multimercados: até o fim de julho de 2026 a categoria Macro registrou saídas líquidas relevantes e desempenhos abaixo de índices de referência, o que tem pressionado gestores tradicionais e contribuído para realocações para produtos de renda fixa e estratégias mais baratas.
Exemplos de desempenho citados nas publicações do setor mostram que alguns dos fundos da família Gávea acumulavam rentabilidades inferiores ao CDI no ano — um dos motivos apontados para o êxodo de cotistas e para a revisão do modelo de gestão por parte da gestora.
Nos próximos dias os cotistas receberão informações sobre as assembleias e o cronograma de transição; a transferência da gestão dependerá da aprovação nas assembleias e dos trâmites operacionais e regulatórios necessários.
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via INVESTING FUNDOS IMOBILIARIOS