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BTHF11 distribui R$ 0,101 por cota em agosto; lucro mensal chega a R$ 18,226 milhões

BTHF11 distribui R$ 0,101 por cota em agosto; lucro mensal chega a R$ 18,226 milhões

O fundo imobiliário BTHF11 teve resultado de R$ 18,226 milhões em agosto de 2026, o equivalente a R$ 0,089 por cota, segundo o relatório mensal divulgado em setembro. O montante ficou abaixo dos R$ 20,535 milhões apurados no mês anterior.

As receitas totais do período somaram R$ 19,970 milhões, das quais R$ 16,656 milhões foram provenientes de receitas recorrentes e R$ 3,314 milhões classificadas como não recorrentes. Entre os itens extraordinários, o fundo registrou R$ 3,243 milhões de resultado envolvendo operações com CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). As despesas do mês totalizaram R$ 1,744 milhão.

Apesar do resultado por cota de R$ 0,089, a gestão manteve a distribuição de dividendos em R$ 0,101 por cota, destinando R$ 20,791 milhões aos cotistas. O pagamento está alinhado com o guidance definido para o segundo semestre de 2026, que prevê repasses mensais entre R$ 0,100 e R$ 0,105 por cota.

Considerando o preço de mercado utilizado no relatório, de R$ 8,70 por cota, a distribuição representou um dividend yield mensal de aproximadamente 1,16% e um indicador anualizado de 14,85%.

Balanço acumulado e movimentações

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o BTHF11 registrou resultado de R$ 158,462 milhões, equivalente a R$ 0,770 por cota. As distribuições nesse mesmo período totalizaram R$ 166,324 milhões, ou R$ 0,808 por cota.

Na gestão de carteira, o fundo aumentou a exposição a oportunidades em FIIs de crédito e CRIs. Ao fim de agosto, a alocação estava assim distribuída: 43% em FIIs de tijolo, 24% em FIIs de papel, 23% em CRIs, 7% em caixa, 2% em ativos reais e 1% em ações.

Durante o mês, cerca de R$ 25 milhões foram movimentados no mercado secundário, gerando recomposição líquida de caixa de R$ 15,8 milhões. A equipe gestora aproveitou descontos para comprar cotas de FIIs de CRIs e participou, no mercado primário, do follow-on do URPR11, justificando a operação pela avaliação de que o portfólio do emissor estava sendo negociado com desconto em razão da necessidade de recursos para conclusão de obras.

Principais posições e exposições

Entre os FIIs de tijolo, as maiores posições do BTHF11 eram:

  • BTRU11: 11,24% do patrimônio;
  • BTHI11: 5,93%;
  • HTMX11: 4,24%.

Na parcela de FIIs de papel, IRIM11 representava 10,01% do patrimônio e URPR11, 6,26%. Juntos, os FIIs de tijolo e papel respondiam por 67,3% do patrimônio do fundo.

A carteira de crédito do BTHF11 era composta por 37 CRIs avaliados em aproximadamente R$ 444 milhões. As posições em FIIs e ações englobavam 49 ativos, com valor aproximado de R$ 1,35 bilhão. Outros dois imóveis classificados como ativos reais totalizavam cerca de R$ 36 milhões.

O fundo também participava de uma operação estruturada para aquisição de 76% do Shopping Pátio Cianê, em Sorocaba (SP). Além disso, mantinha exposição à Torre B do EZ Tower por meio de um FII monoativo sob seu controle, resultando em participação indireta de 4% no edifício, cuja ocupação estava em 91%.

O relatório reforça a estratégia de buscar rendimentos recorrentes combinada com aproveitamento de oportunidades no mercado secundário e primário, especialmente em ativos de crédito e FIIs avaliados com desconto.

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via fiis.com.br/noticias/

Sobre o autor

"Fundador e editor do portal Mundo da Notícia. Formado em Engenharia de Produção e Técnico em Mecatrônica, utiliza sua sólida base analítica e visão baseada em dados para traduzir o mercado financeiro, tendências do Ibovespa e o cenário econômico global de forma clara e acessível para o leitor comum."

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