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HGCR11 distribui R$ 1,00 por cota referente a agosto; gestora indica possibilidade de aumento no 4º trimestre

HGCR11 distribui R$ 1,00 por cota referente a agosto; gestora indica possibilidade de aumento no 4º trimestre

Por Marcelo Monteiro — 21/09/2026 (atualizado às 15:16)

O fundo Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11) anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota relativa ao mês de agosto de 2026. A gestão mantém guidance de R$ 1,00 por cota para o terceiro trimestre e sinaliza potencial de elevação nos pagamentos já no quarto trimestre, sem, contudo, fixar um novo valor ou garantir a ocorrência da alta.

Distribuição e uso de reservas

O montante pago em agosto foi superior ao resultado distribuível do mês, que ficou em R$ 0,89 por cota. Para cobrir a diferença, o fundo utilizou parte de sua reserva acumulada, cujo saldo recuou de R$ 0,69 por cota em julho para R$ 0,58 por cota ao final de agosto. Considerando ainda o saldo de inflação acruada de R$ 1,58 por cota, os dois componentes somavam R$ 2,16 por cota ao término do período.

Historicamente, o fundo havia distribuído R$ 0,95 por cota entre janeiro e junho de 2026, elevando o pagamento para R$ 1,00 em julho e em agosto. A média de distribuição dos últimos 12 meses ficou em R$ 0,98 por cota. A distribuição referente a agosto foi paga aos cotistas em 15 de setembro de 2026.

Movimentações na carteira: maior exposição ao CDI

Em agosto, a gestão realizou movimentações que somaram aproximadamente R$ 35,2 milhões em três posições indexadas ao CDI, com o objetivo declarado de ampliar o carry da carteira:

  • R$ 20,6 milhões aumentados na posição do CRI Iguatemi Fortaleza Mez, remunerado a CDI + 1,5% ao ano;
  • R$ 9,2 milhões alocados no aumento do CRI Natural One, a CDI + 2,2% ao ano;
  • Posição nova de R$ 5,4 milhões no CRI Brookfield PDC, com taxa de CDI + 2% ao ano.

A gestão informou que pretende dar continuidade, nos meses seguintes, ao movimento de maior exposição a operações indexadas ao CDI ou a taxas prefixadas como forma de melhorar o rendimento corrente da carteira.

Composição da carteira e indicadores

No fechamento de agosto, o HGCR11 apresentava 99,2% do patrimônio líquido alocado. Entre os ativos de crédito e operações estruturadas:

  • 81,1% estavam indexados ao IPCA, com remuneração média de IPCA + 10% ao ano;
  • 16,5% vinculados ao CDI, com taxa média de CDI + 2,8% ao ano;
  • 2,3% em operações prefixadas e 0,1% atrelado ao IGP-M.

Os CRIs e as operações estruturadas representavam 90,8% do patrimônio, com rentabilidade média ponderada de 16,6% ao ano — equivalente, conforme o relatório gerencial, a IPCA + 10,1% ao ano — e prazo médio de 3,6 anos. A carteira incluía 44 CRIs e quatro operações estruturadas. Além disso, 8,3% do patrimônio estava investido estrategicamente em outros fundos imobiliários.

Patrimônio, cotação e liquidez

Ao final de agosto, o patrimônio líquido do fundo era de R$ 1,508 bilhão, correspondente a R$ 97,84 por cota. O valor de mercado aproximado ficou em R$ 1,469 bilhão, com cotação de R$ 95,30 por cota e P/VP de 0,97. O HGCR11 contava com 100.820 cotistas e registrou volume médio diário de negociação de R$ 3,5 milhões no mês.

O relatório da gestão também ressalta que a desaceleração recente da inflação foi o principal fator que pressionou o resultado distribuível de agosto.

Leia também: BRCO11 registra lucro caixa de R$ 18,1 milhões em agosto de 2026, alta de 46% em dois meses

via fiis.com.br/noticias/

Sobre o autor

"Fundador e editor do portal Mundo da Notícia. Formado em Engenharia de Produção e Técnico em Mecatrônica, utiliza sua sólida base analítica e visão baseada em dados para traduzir o mercado financeiro, tendências do Ibovespa e o cenário econômico global de forma clara e acessível para o leitor comum."

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