O banco Morgan Stanley elevou nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, o preço-alvo da Amazon (AMZN) para US$ 350, ante US$ 335, e passou a classificar a ação como um de seus “Top Picks”, mantendo a recomendação Overweight para o papel.
O ajuste foi detalhado em nota do analista Brian Nowak, intitulada “Amazon to Top Pick and 5 Catalysts to Deliver Outperformance”, na qual o banco lista cinco vetores que podem sustentar valorização adicional da companhia: aceleração do crescimento do AWS, desempenho de margem do AWS acima do esperado, maior visibilidade sobre Bedrock, adoção de recursos de compra agentiva (agentic shopping) impulsionados por IA e ganhos com automação e robótica nos centros de logística.
Na justificativa do novo preço-alvo, o relatório aplica cerca de 21 vezes a estimativa de lucro por ação para 2028 (EPS aproximado de US$ 16,50), além de apresentar cenários de risco/retorno que colocam um caso pessimista em US$ 220 e um caso otimista em US$ 410. Essas premissas mantêm a visão positiva de longo prazo do banco sobre o valor da empresa.
O Morgan Stanley também revisou para cima suas projeções de receita do AWS, apontando para um crescimento ano a ano de cerca de 47% em 2027, segundo a nota, argumento central para o reposicionamento do papel entre as prioridades do banco.
O anúncio do banco coincidiu com notícias operacionais e anúncios da própria companhia, e impulsionou a cotação: a ação avançou no pregão intradiário, com variação observada na faixa de 2,5% a 5% em diferentes momentos da sessão. Investidores também monitoram a divulgação de resultados do terceiro trimestre de 2026, marcada para 29 de outubro, como possível gatilho para nova volatilidade.
O relatório do Morgan Stanley destacou ainda a magnitude dos investimentos da empresa em infraestrutura para IA: o plano de gastos de capital para 2026, acima de US$ 200 bilhões, é citado como um fator que suporta tanto o crescimento do AWS quanto a necessidade de parcerias em energia limpa e tecnologia para dar escala às operações. Esses elementos vêm sendo apontados pelo analista como condicionantes para que as projeções de margem e receita se realizem.
Em resumo, a mudança de status para “Top Pick” e o novo preço-alvo de US$ 350 refletem a aposta do Morgan Stanley em um ciclo de aceleração do negócio de nuvem e na monetização de recursos de inteligência artificial, além de ganhos operacionais na cadeia logística que podem ampliar margens no médio prazo.
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via INVESTING AÇÕES