Share

Polícia detém manifestantes na Índia durante protestos contra revisão do cadastro eleitoral

Polícia detém manifestantes na Índia durante protestos contra revisão do cadastro eleitoral

Agentes de segurança prenderam dezenas de participantes em manifestações realizadas em várias cidades indianas no fim de setembro e início de outubro de 2026, quando grupos de jovens, estudantes e partidos da oposição se mobilizaram contra mudanças no cadastro eleitoral e passaram a exigir a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar.

Em Nova Délhi, manifestantes tentaram se reunir no Jantar Mantar — ponto tradicional de protestos — mas encontraram o local cercado por barreiras policiais; a polícia deteve ativistas e alguns líderes enquanto os manifestantes marchavam em direção ao local. Relatos apontam ações semelhantes em Mumbai, onde apoiadores do movimento juvenil conhecido como “Cockroach” organizaram protestos para pressionar por mudanças no comando do órgão eleitoral.

Os protestos se concentraram na contestação ao chamado Special Intensive Revision (SIR) do cadastro eleitoral, processo que vem sendo implementado desde 2025 e que, segundo autoridades eleitorais, busca identificar duplicidades e eleitores inelegíveis. Críticos dizem que requisitos documentais e alterações procedimentais — incluindo mudanças em formulários e centralização de controles no sistema de cadastro digital — podem excluir eleitores qualificados. Reportagens e declarações de integrantes do próprio órgão apontaram que dois comissários eleitorais apresentaram objeções formais a decisões sobre a revisão das listas.

Além da capital e de Mumbai, houve detenções e confrontos em outras cidades: em Bengaluru, autoridades chegaram a deter atores e ativistas que participavam de atos contra a revisão dos cadastros; em Jaipur, líderes regionais também foram contidos pela polícia durante manifestações que usaram canhões d’água para dispersar protestos.

Organizações de direitos humanos criticaram a repressão às mobilizações pacíficas, afirmando que a detenção de pessoas antes mesmo da realização de protestos constitui ataque às liberdades de reunião e expressão. Enquanto isso, opositores políticos e movimentos de juventude aumentaram as exigências por responsabilização da Comissão Eleitoral.

O movimento jovem que impulsionou parte das manifestações ganhou força nacional após organizar protestos por outras causas ao longo de 2026 e chegou a provocar a demissão, em julho, do ministro da Educação, em meio a pressão pública sobre irregularidades em exames e políticas educacionais — episódio que ilustra o crescimento da mobilização cívica que agora voltou seu foco à administração das listas eleitorais.

Os organizadores dizem que a contestação visa garantir que o direito de voto não seja comprometido por mudanças processuais; as autoridades eleitorais afirmam que as revisões têm por objetivo proteger a integridade do cadastro. A disputa promete continuar nos próximos dias, com novos atos previstos por grupos estudantis e civis.

Leia também: Turquia estende até 30 de outubro redução na exigência de margem para operações alavancadas

via INVESTING AÇÕES

Sobre o autor

"Fundador e editor do portal Mundo da Notícia. Formado em Engenharia de Produção e Técnico em Mecatrônica, utiliza sua sólida base analítica e visão baseada em dados para traduzir o mercado financeiro, tendências do Ibovespa e o cenário econômico global de forma clara e acessível para o leitor comum."

Deixe um comentário