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Suprema Corte dos EUA abre sessão de outubro com caso que pode barrar ações climáticas contra petroleiras

Suprema Corte dos EUA abre sessão de outubro com caso que pode barrar ações climáticas contra petroleiras

Na manhã de segunda‑feira, 5 de outubro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos iniciou seu novo período ouvindo o caso Suncor Energy (U.S.A.) Inc. v. County Commissioners of Boulder County, no qual as petroleiras Suncor e ExxonMobil pedem que as reclamações apresentadas por autoridades locais do Colorado sejam interrompidas.

Os recorrentes sustentam que as ações movidas pela prefeitura e pelo condado de Boulder — que alegam que a produção, comercialização e venda de combustíveis fósseis contribuíram para danos climáticos locais e envolveram conduta enganosa — são preemptas por leis e políticas federais e, portanto, não podem prosseguir sob o direito estadual.

Além da questão da preempção, os ministros instruíram as partes a debater se a Corte tem jurisdição para rever a decisão estadual neste estágio processual, uma controvérsia sobre quando decisões de tribunais estaduais são consideradas “definitivas” para fins de apelação à Suprema Corte.

O caso que chegou ao tribunal federal teve uma etapa-chave em 12 de maio de 2025, quando a Suprema Corte do Colorado autorizou o prosseguimento das reivindicações locais contra as companhias, decisão que agora está no centro do recurso apresentado pelas petroleiras.

Especialistas e intervenientes amicus destacaram ao longo do processo que a eventual decisão da Suprema Corte terá impacto muito além de Boulder: uma reforma ampla em favor das empresas poderia obstruir dezenas de ações estaduais e municipais semelhantes que buscam reparação por custos com infraestrutura, serviços de emergência e prejuízos causados por eventos climáticos relacionados ao aquecimento global.

A lista de amici registrados no processo inclui grandes associações empresariais e coalizões de estados em apoio às petroleiras, assim como governos locais, organizações ambientais e especialistas em políticas públicas que defendem a manutenção das demandas. Os argumentos orais foram iniciados no plenário às 10h (horário local do tribunal) e a gravação/transcrição será disponibilizada no site da Corte no mesmo dia.

A decisão da Corte Superior dos EUA, que deverá ser publicada ao longo do atual período (com previsão de conclusão até o meio de 2027), poderá delimitar até que ponto estados e municípios podem recorrer ao direito comum estadual para buscar reparações por danos climáticos causados por emissões que atravessam fronteiras estaduais e internacionais.

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via INVESTING AÇÕES

Sobre o autor

"Fundador e editor do portal Mundo da Notícia. Formado em Engenharia de Produção e Técnico em Mecatrônica, utiliza sua sólida base analítica e visão baseada em dados para traduzir o mercado financeiro, tendências do Ibovespa e o cenário econômico global de forma clara e acessível para o leitor comum."

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