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Suprema Corte dos EUA autoriza temporariamente continuidade da obra do salão de baile na Casa Branca

Suprema Corte dos EUA autoriza temporariamente continuidade da obra do salão de baile na Casa Branca

Na sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu uma suspensão administrativa que permite ao governo do presidente Donald Trump retomar — temporariamente — trechos da obra do novo salão de baile da Casa Branca enquanto analisa um pedido formal para manter o projeto em andamento.

O governo havia sido obrigado a parar parte das intervenções por decisão judicial. A medida da Corte Superior interrompe, por ora, essa paralisação e dá aos magistrados mais tempo para examinar os argumentos apresentados pelas partes envolvidas no processo.

O projeto e a controvérsia

O plano prevê um salão de baile na superfície com 8.360 metros quadrados integrado a um extenso complexo subterrâneo. Segundo documentos do Departamento de Justiça, o conjunto — que inclui abrigos, instalações médicas e sistemas de proteção contra drones e mísseis — está orçado em US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2,57 bilhões) e estava com cerca de 65% da obra concluída, conforme relatado em petição protocolada em 14 de agosto.

Em reação ao impedimento judicial anterior, advogados do governo alegaram que o empreendimento é uma necessidade de segurança, citando tentativas de assassinato contra o presidente e outras ameaças recentes como justificativa para avançar com a construção.

Processo judicial e decisões anteriores

  • Em 7 de agosto, o Tribunal de Apelações do Circuito do Distrito de Colúmbia manteve, por 2 votos a 1, a ordem do juiz distrital Richard Leon que determinava a interrupção das obras na superfície.
  • A ordem do juiz não vetou definitivamente toda a construção: permitiu que obras subterrâneas continuassem e autorizou apenas serviços considerados estritamente necessários à segurança da sede do Executivo.
  • O grupo National Trust for Historic Preservation processou o governo no ano passado, depois que a Ala Leste da Casa Branca foi demolida para dar lugar ao projeto. A entidade argumenta que o Executivo não tem autoridade unilateral — constitucional ou estatutária — para realizar alteração de grande vulto no local sem aprovação expressa do Congresso.

O Tribunal de Apelações ressaltou que um presidente é, na definição do tribunal, um ocupante temporário da Casa Branca e não pode promover reformas fundamentais sem o aval do Legislativo, entendimento que sustentou a ordem de suspensão das obras de superfície agora em reexame pela Suprema Corte.

Posições das partes

O Departamento de Justiça descreveu a liminar que interrompeu a obra como ilegal e disse que sua manutenção impediria a conclusão de um “complexo militar integrado” considerado pelo governo essencial à proteção da presidência. Por sua vez, a organização de preservação histórica pediu aos juízes que neguem qualquer tentativa do Executivo de prosseguir com a construção enquanto o litígio estiver em curso, sustentando que as instâncias judiciais já concluíram que falta autoridade legal ao governo para agir sem o Congresso.

O presidente Donald Trump publicou mensagens em redes sociais defendendo o projeto como ferramenta de segurança e criticou a decisão judicial anterior, afirmando que ela teria motivação política e deixaria funcionários e visitantes vulneráveis.

Contexto histórico

A Ala Leste demovida abrigava, entre outras dependências, os escritórios da primeira-dama e o cinema da Casa Branca. A estrutura original foi erguida em 1902, no governo de Theodore Roosevelt, e recebeu ampliações significativas em 1942, durante a presidência de Franklin D. Roosevelt.

Com a suspensão administrativa da Suprema Corte, a construção relativa às áreas que estavam paralisadas pode prosseguir enquanto os ministros decidem se mantêm ou revogam a medida provisória. O caso segue sob análise da mais alta corte do país.

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via G1 mundo

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