O UBS anunciou uma revisão em sua estimativa de crescimento de lucros para as empresas listadas no Reino Unido em 2026, elevando a projeção para 16% — ante 11% previsto anteriormente — ao destacar resultados operacionais robustos no primeiro semestre do ano.
O banco atribui a melhora nas perspectivas a fatores cíclicos favoráveis, com contribuição importante da alta nos preços das commodities e do petróleo, que impulsionaram o desempenho de setores ligados a recursos naturais. Esses elementos, combinados com uma recuperação na atividade econômica, explicam parte da revisão.
Apesar do ajuste para cima nas estimativas de lucro, o UBS manteve uma avaliação neutra sobre o mercado acionário britânico, defendendo uma abordagem seletiva por meio de escolha rigorosa de ações em vez de exposição ampla ao índice. A instituição ressaltou que a liderança do mercado tem sido relativamente concentrada e que oportunidades religiosas por setores e empresas individuais são mais atraentes.
Entre os números citados na análise estão metas para o principal índice local: o banco projeta o FTSE 100 em cerca de 11.200 pontos em dezembro de 2026 e 11.500 pontos em junho de 2027, níveis acima do patamar reportado no meio de agosto. Essas estimativas fazem parte do cenário-base usado para calibrar recomendações de alocação.
O UBS também apontou sinais de melhora na rentabilidade corporativa, com retorno sobre o patrimônio (return on equity) voltando a níveis observados antes da crise financeira de 2008 em alguns segmentos, e destacou que bancos britânicos apresentam potencial de distribuição de dividendos relevante no cenário atual. Essas características sustentam a tese de que ganhos por lucro podem continuar a sustentar o desempenho de ações, mesmo com a postura cautelosa do banco.
Em contexto mais amplo, a casa de análise do UBS reforçou uma visão construtiva para lucros globais e para o ambiente de ações, considerando uma combinação de crescimento econômico estável e expansão de resultados que tende a apoiar os mercados nas próximas trimestres. Essa visão global ajuda a explicar por que o banco recomenda exposição seletiva a ativos cíclicos e a setores beneficiados por tendências como commodities e tecnologia.
Resumo dos principais pontos:
- Nova previsão de crescimento dos lucros no Reino Unido para 2026: 16% (antes 11%).
- Fatores de suporte: lucros fortes no 1º semestre e alta nos preços das commodities/petróleo.
- Posição do UBS: visão neutra sobre o mercado do Reino Unido; preferência por seleção de ações.
- Metas para o FTSE 100: ~11.200 pontos em dezembro de 2026 e ~11.500 pontos em junho de 2027.
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via INVESTING AÇÕES