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128 países aprovam texto não vinculativo sobre regulação de armas autônomas em Genebra

128 países aprovam texto não vinculativo sobre regulação de armas autônomas em Genebra

Em reunião realizada em Genebra no dia 5 de setembro de 2026, 128 Estados signatários concordaram com um texto não vinculativo que estabelece parâmetros para a regulação de sistemas de armas com capacidades autônomas de seleção e engajamento de alvos.

O acordo representa um avanço depois de mais de uma década de debates multilaterais sobre como tratar armas capazes de operar com diferentes graus de autonomia — frequentemente descritas como “robôs assassinos” — e cria uma base para a elaboração de normas internacionais ou um futuro instrumento legal.

Organizações de direitos humanos criticaram o resultado, afirmando que a definição de arma autônoma e as salvaguardas previstas no texto foram diluídas nas últimas horas de negociação. Nicole van Rooijen, diretora-executiva do movimento Stop Killer Robots, declarou que o esforço dos últimos anos foi substancialmente enfraquecido.

As negociações se estenderam até altas horas para superar divergências entre delegações. Países com posições contrárias a um instrumento juridicamente vinculante, entre eles os Estados Unidos e a Rússia, defenderam que diretrizes nacionais e flexibilidade fossem mantidas no texto, em vez de regras internacionais obrigatórias.

O acordo foi elaborado no âmbito da Convenção sobre Certas Armas Convencionais (CCW) e surge em um contexto de preocupação pelo uso de sistemas autônomos letais em conflitos recentes, incluindo na Ucrânia, no Sudão e em partes do Oriente Médio. Autoridades e organismos internacionais vêm pedindo medidas que garantam conformidade com o direito internacional humanitário e a manutenção de responsabilidade humana nas decisões de emprego da força.

Especialistas e diplomatas apontam que o texto não vinculativo pode servir como trampolim para negociações formais sobre um tratado ou um protocolo adicional sob o CCW, mas ressaltam que avanços substantivos dependerão de vontade política para superar entraves geopolíticos e definir mecanismos de revisão e responsabilização.

Entre os temas que continuam no centro das discussões estão a formulação de uma caracterização técnica das armas autônomas, a aplicabilidade do direito internacional humanitário a esses sistemas, e medidas de mitigação de riscos, como avaliações de conformidade e mecanismos de prestação de contas por Estados que desenvolvem ou empregam essas tecnologias.

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via INVESTING AÇÕES

Sobre o autor

"Fundador e editor do portal Mundo da Notícia. Formado em Engenharia de Produção e Técnico em Mecatrônica, utiliza sua sólida base analítica e visão baseada em dados para traduzir o mercado financeiro, tendências do Ibovespa e o cenário econômico global de forma clara e acessível para o leitor comum."

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