O Bendigo and Adelaide Bank voltou a registrar lucro nos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2026, com lucro líquido de A$375,1 milhões, revertendo o prejuízo de A$97,1 milhões reportado no exercício anterior, que havia sido afetado por uma baixa contábil de ágio de A$539,5 milhões.
A receita de atividades ordinárias subiu 2,8%, para A$1,99 bilhão, e a métrica operacional preferida pela instituição — o lucro caixa — avançou 3,0%, alcançando A$530,2 milhões, segundo os números divulgados pela administração.
O desempenho foi sustentado por um crescimento da receita líquida de juros, atribuído ao aumento de depósitos de menor custo e à gestão criteriosa das necessidades de financiamento. Em contrapartida, outras receitas recuaram devido a menores ganhos de reavaliação de imóveis da carteira Homesafe, queda nas receitas de câmbio e hedge e à ausência dos recursos extraordinários gerados com a venda do Bendigo Superannuation no ano anterior.
As despesas operacionais aumentaram, impactadas por maiores gastos com amortização e investimentos em tecnologia relacionados ao reforço de capacidades digitais e de risco, além dos custos de implementação do RACQ Bank. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela redução nas despesas de pessoal após a conclusão da migração do Rural Bank.
O banco constituiu provisões regulatórias e custos associados totalizando A$58,8 milhões após impostos — incluindo A$9,8 milhões ligados a infrações da Lei Bancária e A$49,0 milhões destinados a um plano de regularização com previsão de execução em aproximadamente três anos. As despesas com crédito também aumentaram em função de uma postura mais cautelosa e de projeções macroeconômicas atualizadas, embora o desempenho do crédito tenha sido descrito como resiliente pela instituição.
O conselho declarou um dividendo final de 33,0 centavos por ação; somado ao dividendo intermediário de 30,0 centavos, o pagamento total do ano ficou inalterado em relação ao exercício anterior.
Leia também: Ampol retorna ao lucro no 1º semestre de 2026 com margens de refino impulsionadas por conflito no Irã
via INVESTING AÇÕES