Jefferies divulgou em 2 de outubro de 2026 seu relatório mensal de monitoramento climático para o setor de construção, indicando que os padrões meteorológicos de setembro refletiram e prolongaram tendências observadas ao longo do terceiro trimestre.
Na Europa, a maior parte dos países registrou setembro e o trimestre como um período mais seco que a média histórica, com França, Alemanha, Espanha e Itália apresentando menos dias de precipitação extrema que no ano anterior; Polônia e Finlândia foram exceções, com episódios pluviométricos mais severos.
O documento também chama atenção para interrupções provocadas por incêndios florestais na Espanha e na França e para as ondas de calor que afetaram julho e agosto, fatores que têm impacto sobre cronogramas de obras e condições de trabalho em obras exteriores.
Nos Estados Unidos, setembro e o terceiro trimestre registraram precipitação ligeiramente inferior à observada no ano anterior, mas com forte heterogeneidade regional: áreas ao longo do alto Mississippi ficaram mais úmidas, enquanto regiões do Sul apresentaram tendência a um trimestre mais seco; estados como Nova York, Pensilvânia e Connecticut exibiram precipitação acima da média.
O relatório aponta ainda que a temporada de granizo foi mais intensa que no ano anterior, com a soma de tempestades de granizo até setembro ficando cerca de 4% acima do patamar de 12 meses atrás — um fator que pode afetar equipamentos e materiais em canteiros de obras.
Na América Latina, o trimestre foi, em geral, menos chuvoso do que a média, mas o Brasil destacou-se por um aumento significativo em episódios de chuva severa quando comparado ao ano anterior.
Na região Ásia-Pacífico, Austrália e China registraram menos dias de chuva severa que em 2025, enquanto Japão e Índia tiveram um aumento moderado nesse tipo de evento; o Reino Unido seguiu a tendência europeia de um setembro mais seco que o normal.
Especialistas de planejamento e estudos setoriais ressaltam que precipitação intensa, temperaturas extremas e ventos fortes são as principais causas de paralisações, perda de produtividade e atrasos em obras ao ar livre, afetando operações como escavações, concretagens e pavimentações — além de aumentar custos e exigir adaptações contratuais.
Para empresas com operações de concreto pronto e agregados, períodos de chuva prolongada podem reduzir a disponibilidade operacional e elevar despesas, já que serviços de transporte, cura do concreto e movimentação de materiais ficam mais sujeitos a interrupções. Relatos de documentos setoriais e registros regulatórios apontam que operações de concreto preparado costumam adotar pagamentos ou manutenção de equipes em dias de paralisação para preservar a capacidade produtiva.
Analistas e investidores devem acompanhar esse tipo de tracker climático porque variações sazonais e eventos extremos repercutem tanto na execução de projetos quanto nas previsões de receita de empresas ligadas à construção e materiais, influenciando estimativas para o último trimestre do ano.
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via INVESTING AÇÕES