O banco de investimentos KeyBanc Capital Markets afirmou que o evento de apresentação do iPhone 18, marcado para 9 de setembro de 2026, pode funcionar como um catalisador negativo para as ações da Apple, à medida que investidores pesam impactos de preços mais altos e pressões sobre margens.
Na avaliação do KeyBanc, a fabricante deve optar entre elevar preços de maneira ampla para compensar custos maiores — o que poderia reduzir volumes por causar “sticker shock” — ou aplicar aumentos seletivos que também ampliariam o escrutínio sobre margens futuras. A instituição manteve recomendação Underweight para a ação e um preço-alvo de US$250, ante cotação de US$324,96 citada no relatório.
O banco projeta produção total da família iPhone 18 em cerca de 80 milhões de unidades combinadas no quarto trimestre do ano fiscal de 2026 e no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, ante aproximadamente 91 milhões no mesmo período do ano anterior, efeito que o KeyBanc atribui, em grande parte, à ausência de um modelo padrão (base) do iPhone 18 nesta janela do ciclo de produto.
O relatório também estima aumentos de preço significativos: um acréscimo de US$150 para o iPhone 18 Pro — elevando-o para US$1.249 — e de US$200 para o iPhone 18 Pro Max, para US$1.399. Para o primeiro modelo dobrável da Apple, referido como “iPhone Ultra” ou foldable, o KeyBanc projeta preço de partida em torno de US$2.199.
O banco recorda um padrão histórico de fraqueza nas ações da Apple em anúncios de iPhone: nos últimos cinco anos observou-se, em média, queda de 0,72% no pregão do anúncio e de 1,22% cinco pregões após o evento — estatística que, na avaliação do KeyBanc, torna o risco de reação negativa relevante para investidores.
O evento de apresentação, anunciado pela Apple como “Surprise and shine”, tem início às 10h (horário do Pacífico) em 9 de setembro de 2026, data em que os mercados poderão reavaliar rapidamente as implicações comerciais e financeiras das decisões de precificação e do mix de produtos revelado.
via INVESTING AÇÕES