O anúncio da viagem do príncipe Harry ao Reino Unido reacendeu atenção sobre o possível retorno de Meghan Markle ao país — uma movimentação que especialistas e analistas dizem ser delicada, dada a relação conturbada da duquesa de Sussex com a imprensa e parte da opinião pública.
Casada com Harry desde 2018, Meghan, 45 anos, deixou claro em entrevistas e documentários que teve dificuldades para se adaptar ao papel público e à vida dentro da família real. Ed Owens, especialista em realeza, resume:
“Acho que há mais dúvidas sobre como ela vai se readaptar à vida no Reino Unido do que sobre Harry”
Desde a mudança do casal para os Estados Unidos, em 2020, Meghan e Harry passaram a reclamar publicamente dos métodos da imprensa britânica e chegaram a mover processos contra tabloides. A hostilidade dos jornais sensacionalistas — que, no passado, inicialmente acolheram a chegada da ex-atriz como um sopro de novidade — permanece um dos fatores que podem complicar um retorno mais contínuo.
Carreira, família e reputação
Fontes da imprensa britânica informaram que Meghan negocia participação na série “Magnatas do Crime”, criada por Guy Ritchie e gravada no Reino Unido — produção cuja segunda temporada estreia no início de setembro de 2026. No entanto, analistas ressaltam que a prioridade do casal deve ser a família: Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, têm planos de estudar no Reino Unido.
Após o fim do contrato com a Netflix, os projetos profissionais de Meghan nos Estados Unidos pareceram diminuir; ela fez uma breve participação em um filme no final de 2025, sem grandes repercussões. Em paralelo, especialistas esperam que o casal busque estabilidade e apoio mútuo: Harry tem laços com instituições beneficentes britânicas e, segundo analistas, enfrenta um desafio relativamente menor ao retornar ao país.
Medidas legais, acusações e memórias
Em 2021, na entrevista concedida a Oprah Winfrey, Meghan acusou um membro da família real de racismo — uma alegação que continua a repercutir. Harry aprofundou o conflito familiar em sua autobiografia publicada em 2023, intitulada “O Que Sobra”, na qual afirmou que William e Kate teriam demonstrado preconceitos contra Meghan, influência que teria dificultado sua integração na família real.
Nathalie Weidhase, professora da Universidade de Surrey especializada em cultura das celebridades e monarquia, alerta que o retorno de Meghan pode colocar novamente em evidência “os conflitos e questões que originalmente provocaram sua saída”, como as acusações de racismo e preocupações com segurança.
“Não importava o quanto eu tentasse. Se eu me comportasse bem, fizesse o que fizesse, eles sempre encontravam uma maneira de me destruir”, disse Meghan em 2022, em documentário para a Netflix.
Como a sociedade britânica a vê
Pesquisas de opinião mostram a dificuldade de aceitação da duquesa no Reino Unido. Segundo levantamento do instituto YouGov publicado em julho de 2026, 61% dos britânicos dizem não gostar de Meghan. Essa impopularidade, somada à persistente cobertura sensacionalista dos tabloides, pode tornar o ambiente de retorno tenso e repleto de atenção crítica.
Meghan retornou ao Reino Unido em poucas ocasiões desde a saída do casal: participou do Jubileu da rainha Elizabeth II em junho de 2022 e do funeral da monarca em setembro do mesmo ano. Em julho de 2026, Harry e Meghan visitaram o rei Charles III e Camilla, acompanhados dos filhos, gesto visto por observadores como uma tentativa de reaproximação.
Perspectiva dos especialistas
- Analistas concordam que as tensões familiares e os processos contra tabloides complicam qualquer reintegração completa.
- Mesmo assim, alguns especialistas, como Ed Owens, não esperam uma nova confrontação pública aberta: o objetivo declarado do casal é garantir estabilidade para a família.
- Questões de segurança e a lembrança das acusações de racismo permanecem entre os principais temas que podem voltar a dominar o noticiário caso Meghan passe mais tempo no país.
Com o retorno de Harry programado, a atenção sobre Meghan deve crescer nas próximas semanas, tanto por sua imagem pública quanto por seus projetos profissionais e pelo impacto que a visita pode ter nas relações dentro e fora da família real.
via G1 mundo