O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta que o consumo interno de milho em Mato Grosso alcance 27,09 milhões de toneladas na safra 2026/27, um aumento de 16,2% em relação ao ciclo anterior. Pela primeira vez desde o início da série histórica do instituto, em 2022/23, a demanda doméstica deve superar as exportações.
Mudança na destinação do cereal
Segundo a projeção, as exportações do estado devem recuar de 24,10 milhões para 17,50 milhões de toneladas, fazendo com que a diferença entre consumo interno e vendas externas chegue a 9,59 milhões de toneladas. A tendência reflete uma realocação significativa do produto para mercados internos.
- Consumo interno (2026/27): 27,09 milhões de toneladas (alta de 16,2%).
- Consumo interno (2025/26): 23,31 milhões de toneladas.
- Exportações projetadas (2026/27): 17,50 milhões de toneladas (ante 24,10 milhões no ano anterior).
- Diferença entre consumo doméstico e exportações: 9,59 milhões de toneladas.
O Imea relaciona o avanço do consumo à maior utilização do milho na alimentação animal e ao crescimento da industrialização do cereal dentro do estado, com destaque para a produção de etanol de milho e a maior demanda de cadeias como avicultura e suinocultura.
Impacto sobre o SNFZ11
O resultado tem implicações diretas para o SNFZ11, fundo que concentra todas as suas fazendas em municípios de Mato Grosso, inseridos em regiões de alta produtividade agrícola. A maior demanda interna amplia os destinos econômicos da produção local e pode valorizar terras e contratos de arrendamento.
Aquisições, portfólio e desempenho do fundo
Em julho, o SNFZ11 concluiu a compra de três propriedades — Panteão, Berrante e Guaraipós — elevando o portfólio para seis fazendas e três Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), totalizando nove ativos.
Com as aquisições, a exposição do fundo em imóveis rurais chegou a R$ 306,8 milhões, equivalente a 256,3% do patrimônio líquido. Todas as fazendas estão arrendadas à Jequitibá Agro, mantendo vacância física e financeira igual a zero.
Detalhes das novas propriedades:
- Fazenda Guaraipós (Nova Lacerda, MT): 2.242 hectares, dos quais 1.319,23 hectares são de área útil.
- Fazenda Berrante (Nova Lacerda, MT): 1.164 hectares, com 722,98 hectares úteis.
- Fazenda Panteão (Gaúcha do Norte, MT): 317 hectares, com 96,63 hectares de área útil; localizada próxima às fazendas Coliseu já pertencentes ao fundo.
No mês de julho o SNFZ11 registrou resultado de R$ 1,59 milhão, o que equivale a aproximadamente R$ 0,131 por cota, e distribuiu R$ 0,10 por cota, mantido o patamar de pagamentos dos meses anteriores.
A base de investidores também cresceu: o fundo encerrou o período com 15.785 cotistas e, posteriormente, superou a marca de 16 mil investidores. A terceira oferta pública do SNFZ11 captou R$ 51,8 milhões, montante usado para viabilizar as aquisições e que representou aumento próximo a 50% do patrimônio do fundo.
Perspectiva
A combinação de maior demanda interna por milho e a estratégia de expansão do SNFZ11 – via compra de terras produtivas e contratos de arrendamento com vacância zerada – reforça a atração por ativos rurais em Mato Grosso. A tendência pode influenciar preços de terra, contratos de arrendamento e a dinâmica de investimentos no setor agroindustrial local.
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