A mais recente pesquisa semanal do Bank of America com embarcadores registrou uma recuperação modesta da demanda por frete: o indicador de demanda truckload subiu para 57,4, ante 56,1 na pesquisa anterior referente à semana de 20 de agosto de 2026. O resultado permaneceu abaixo do limiar histórico de 60 usado pela série para marcar crescimento robusto, mas representou um avanço sequencial de 2,4%, ligeiramente acima do ajuste sazonal médio para meados/fim de agosto na série de 15 anos da pesquisa.
O levantamento mostrou alta de 2% na demanda na comparação anual. O indicador de capacidade avançou para seu nível mais alto desde março de 2026, com aumento sequencial de 27%, embora continue consideravelmente abaixo das médias históricas do estudo. Entre os dados operacionais, as tarifas spot DAT dry van (sem incluir combustível) recuaram para US$ 2,05 por milha, de US$ 2,08 na semana anterior; as tarifas spot caem pela quinta semana seguida desde o pico de US$ 2,31 por milha, mas seguem 38% acima do mesmo período do ano anterior. Os carregamentos ferroviários (rail carloads) subiram 3,8% na comparação anual.
Quanto ao sentimento dos embarcadores, 38% relataram uma perspectiva positiva no curto prazo (ante 29% na pesquisa anterior), 43% se disseram neutros (ante 61%) e 19% avaliaram o cenário como negativo (ante 10%). O indicador de capacidade de caminhões subiu para 32,4, de 25,6, e o indicador de tarifas aumentou para 79,7, de 76,8. Sobre expectativas de preços, 62% dos entrevistados projetam alta nas tarifas, 35% esperam estabilidade e 3% aguardam queda. A amostra da pesquisa contemplou 37 embarcadores.
- Período da pesquisa: semana de 20 de agosto de 2026.
- Indicador de demanda: 57,4 (anterior 56,1).
- Tarifa spot DAT dry van (ex-fuel): US$ 2,05/mi (anterior US$ 2,08/mi).
- Tamanho da amostra: 37 embarcadores.
Os números apontam para uma estabilização moderada da procura por transporte rodoviário, com alívio parcial nas pressões sobre tarifas após semanas de alta, mas a capacidade ainda aparece mais restrita do que o normal — cenário que mantém as taxas em patamar elevado na comparação anual e continua a moldar decisões de preços e alocação de capacidade entre transportadoras e embarcadores.
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via INVESTING AÇÕES