O fundo imobiliário SNEL11 avançou 1,63% no pregão desta quarta-feira, com cotas negociadas a R$ 7,50 e volume financeiro de R$ 6,42 milhões.
Gerido pela Suno Asset, o fundo tem registrado incremento na base de investidores e ganho de liquidez: em outubro as negociações superaram os R$ 200 milhões e o número de cotistas já ultrapassou a marca de 160 mil — ante cerca de 140 mil em setembro, um acréscimo de mais de 20 mil investidores no período.
Captação e aquisições
Recentemente o SNEL11 finalizou sua quinta emissão de cotas, que captou aproximadamente R$ 1,01 bilhão. A operação ampliou a capacidade financeira do fundo para novas compras de empreendimentos ligados à geração distribuída de energia solar.
Em setembro, o fundo também fechou a aquisição de projetos com capacidade instalada total de 116,68 MWp, em um negócio de aproximadamente R$ 565 milhões. A estratégia de compra privilegiou usinas já operacionais, medida que busca reduzir os riscos associados à construção e acelerar a geração de receita.
Portfólio e liquidez
Com as aquisições realizadas, o portfólio do SNEL11 passou a reunir 66 projetos fotovoltaicos espalhados por diferentes regiões do país. A ênfase em ativos em operação tem como objetivo consolidar resultados recorrentes a partir de contratos de geração e fornecimento de energia.
Além do crescimento da carteira, a liquidez no mercado secundário ganhou destaque: os mais de R$ 200 milhões transacionados ao longo de outubro e os R$ 6,42 milhões movimentados no pregão desta quarta reforçam a relevância das cotas entre investidores.
Contexto do setor
O movimento do SNEL11 ocorre em um cenário de expansão da energia solar no Brasil, especialmente na modalidade de geração distribuída, que aproxima a produção dos consumidores e diversifica modelos comerciais de fornecimento elétrico. A aposta em ativos operacionais tende a mitigar riscos de cronograma e execução, fatores relevantes para fundos que buscam estabilidade de fluxo de caixa.
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