Os fundos imobiliários XPLG11, ALZR11, RBVA11 e AZPL11 foram os principais destaques do boletim matinal sobre FIIs desta sexta-feira, 23 de outubro. No dia anterior, quinta-feira (22), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão em 3.973,66 pontos, com queda de 0,04% — perda equivalente a 1,67 ponto em relação ao fechamento anterior.
Entre os papéis mais negociados na sessão, registraram-se os seguintes desempenhos e volumes:
- MXRF11: +0,42%, cotado a R$ 9,46; 2,18 milhões de cotas negociadas.
- GGRC11: -0,33%, cotado a R$ 9,19; 1,61 milhão de cotas negociadas.
- BTHF11: +1,46%, cotado a R$ 8,98; 940,13 mil cotas negociadas.
- CPTS11: -0,77%, cotado a R$ 7,72; 885,92 mil cotas negociadas.
- GARE11: -0,23%, cotado a R$ 8,72; 763,55 mil cotas negociadas.
XPLG11: presença entre os maiores FIIs logísticos
O XPLG11 figura entre os maiores fundos logísticos listados na B3, ao lado de HGLG11 e BTLG11, com patrimônio líquido de R$ 5,4 bilhões. Sua carteira concentra galpões industriais e logísticos distribuídos por diversos estados. Dados da Status Invest apontam que o fundo tem 347.304 cotistas e liquidez média diária de R$ 8,7 milhões.
As cotas eram negociadas a R$ 101,41, abaixo do valor patrimonial por cota de R$ 105,03, o que resulta em P/VP de 0,96. O dividend yield acumulado em 12 meses é de 9,84% e o último rendimento informado foi de R$ 0,82 por cota. A gestão é ativa e foca em propriedades destinadas a operações logísticas e industriais.
Segundo o relatório gerencial de setembro, a alocação do XPLG11 estava composta por 97% em imóveis, 2% em cotas de outros FIIs e 1% em aplicações financeiras. A carteira reunia 31 condomínios logísticos, aproximadamente 1,72 milhão de metros quadrados de área construída e 96 locatários.
ALZR11 inicia 9ª emissão e pode captar até R$ 530,5 milhões
O ALZR11 deu início à sua 9ª emissão de cotas com previsão inicial de captação de R$ 424,4 milhões, valor que pode subir para R$ 530,5 milhões caso seja exercido o lote adicional. A operação contempla emissão inicial de 40 milhões de novas cotas a R$ 10,61 cada.
Com a adição da taxa de distribuição primária de R$ 0,10 por cota, o preço de subscrição ficou em R$ 10,71. A taxa representa cerca de 0,97% sobre o preço de emissão e será cobrada dos investidores que participarem da oferta. Se houver demanda, o fundo pode emitir mais 10 milhões de cotas, correspondentes a R$ 106,1 milhões adicionais (sem considerar a taxa de distribuição).
A emissão foi aprovada pelos cotistas em consulta formal encerrada em 17 de outubro e formalizada pelo administrador em 21 de outubro. A distribuição ficará a cargo da XP Investimentos, na condição de coordenadora líder, sob o regime de melhores esforços.
RBVA11 recebe R$ 1,49 milhão com devolução de imóvel e busca reocupação
O RBVA11 formalizou a rescisão do contrato de locação com o Santander e deverá receber R$ 1,49 milhão pela devolução do imóvel — sendo R$ 1,2 milhão para recomposição do espaço e R$ 291 mil referentes a multa contratual. A devolução ocorreu em 15 de setembro e faz parte de um processo de reorganização do portfólio, que inclui a comercialização de áreas vagas.
Em setembro, o fundo registrou resultado de R$ 13,85 milhões. A vacância física do RBVA11 subiu de 8,3% em agosto para 9,7% em setembro, segundo o relatório gerencial. Ao final do mês, o fundo contabilizava 74 imóveis e cerca de 299,8 mil metros quadrados de área bruta locável, o que torna a velocidade de reocupação um fator relevante para a recuperação da receita de locação.
AZPL11 combina galpões com carteira de CRIs
O AZPL11 mescla investimentos em imóveis logísticos com alocações em crédito imobiliário, por meio de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). O portfólio imobiliário soma 45.561 metros quadrados de área bruta locável, concentrados em empreendimentos localizados em Cajamar e Jandira, na região metropolitana de São Paulo. Conforme informado pela gestão, esses dois ativos estavam 100% ocupados.
A maior parte da ABL do fundo — aproximadamente 80% — está vinculada a inquilinos classificados como AAA. Todos os imóveis do portfólio estão situados em um raio de 40 quilômetros da capital paulista. Além da receita de aluguéis, o AZPL11 mantém uma carteira de crédito imobiliário composta por alocações diretas e indiretas, com o objetivo de diversificar as fontes de rendimento.
Esses movimentos e indicadores compõem o panorama do segmento de fundos imobiliários nas últimas sessões e são acompanhados por investidores e gestores na avaliação de liquidez, vacância e capacidade de geração de renda.
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