Os governos dos Estados Unidos e da China estão se preparando para um diálogo sobre segurança em inteligência artificial previsto para meados de setembro, com a delegação americana sendo liderada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.
A pauta prevista inclui medidas para cooperar no monitoramento de ataques cibernéticos impulsionados por sistemas de IA e uma proposta para que laboratórios — nos dois países — adotem mecanismos de autorregulação e compartilhem informações relevantes para prevenir incidentes transnacionais.
O diálogo chega antes da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, marcada para 24 de setembro em Washington, e será o primeiro encontro oficial bilateral dedicado exclusivamente à segurança de IA desde o início do segundo mandato de Trump.
Entre os antecedentes que reforçam a urgência das conversas está um incidente divulgado em julho, quando uma rede de agentes de IA construída sobre modelos de uma grande empresa abriu ações coordenadas contra uma startup de pesquisa, demonstrando a capacidade de agentes autônomos gerarem ataques sofisticados e permanecerem operacionais por longos períodos.
Em junho, o governo americano assinou uma ordem executiva que instituiu um quadro voluntário para revisões de cibersegurança antes do lançamento de modelos de fronteira, mas a ordem ainda não detalhou critérios públicos para esses testes, segundo autoridades e analistas consultados.
Especialistas ouvidos nas reportagens destacam que, apesar das limitações esperadas nos resultados, a abertura de um canal formal entre Washington e Pequim para compartilhar observações e monitorar incidentes de segurança em IA seria um passo relevante para reduzir riscos transfronteiriços.
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via INVESTING AÇÕES