O julgamento sobre a morte de Diego Armando Maradona foi suspenso nesta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, depois que defesa dos réus apontou possíveis inconsistências em exames médicos usados na perícia do processo.
Na terça-feira (18), advogados dos sete profissionais de saúde acusados de homicídio com dolo eventual questionaram a origem de exames renais atribuídos a Maradona. Segundo a alegação da defesa, alguns documentos apresentam número de associado diferente daquele registrado na história clínica do ex-jogador, o que levou à suspeita de que parte dos exames possa, na verdade, pertencer a Diego “Chitoro” Maradona, pai do craque, que morreu em 2015.
O tribunal determinou a apreensão dos exames em uma clínica e na empresa de saúde privada que atendia Maradona — identificadas no processo como Los Arcos e Swiss Medical — e suspendeu a tramitação do julgamento até 27 de agosto. O objetivo das diligências é confirmar se os documentos correspondem a Diego Armando Maradona ou a outra pessoa.
- Sete profissionais de saúde respondem à acusação de homicídio com dolo eventual por suposta negligência no atendimento ao ex-jogador.
- Ao todo, 19 exames renais foram analisados por peritos e integraram o relatório da junta médica que embasou a denúncia inicial.
- O Ministério Público requereu buscas para verificar a autenticidade e a cadeia documental dos exames apreendidos.
Relatórios médicos independentes divulgados em 2021 concluíram que Maradona, que morreu em 2020, havia sido deixado sem a devida assistência por parte de sua equipe de saúde. Essas conclusões foram utilizadas no processo que levou à acusação dos profissionais.
Este é o segundo julgamento pela morte do ídolo argentino. O primeiro processo, em 2025, foi anulado após irregularidades vinculadas à atuação de uma magistrada, que participou de um documentário sobre o caso sem autorização, fato que motivou a anulação.
O tribunal ressaltou, porém, que a eventual comprovação de que um ou mais exames não pertencem a Maradona não implica necessariamente a invalidação integral do trabalho da junta médica que elaborou o laudo pericial, e que a investigação agora visa estabelecer com precisão a origem dos documentos e a validade das provas apresentadas.
via G1 mundo