O Peru sofreu nesta quinta-feira (20 de agosto de 2026) um terremoto de magnitude 6,7, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro foi localizado em uma região de cordilheira, próximo à cidade de Coracora, que tem cerca de 11 mil habitantes.
O USGS informou que o abalo ocorreu a uma profundidade de 99 quilômetros e descreveu o tremor como “muito forte” em algumas áreas. Inicialmente, o Instituto de Geofísica do Peru (IGP) estimou magnitude 7,2 e profundidade de 108 quilômetros. Hernando Tavera, chefe do IGP, afirmou que a profundidade contribuiu para evitar danos mais graves e que, embora muitas pessoas tenham saído às ruas assustadas, não houve impacto generalizado.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram nuvens de poeira descendo das encostas após o tremor. Agências locais relataram deslizamentos em zonas montanhosas, sem registro de vítimas ou prejuízos significativos até o momento. Moradores de Lima, a cerca de 600 km do epicentro, relataram ter sentido o abalo de forma leve e por longo tempo, segundo relatos enviados ao Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC).
Exercício nacional seis dias antes
Na sexta-feira anterior, dia 14 de agosto, o governo peruano realizou um exercício nacional que simulou um terremoto de magnitude 8,8. A atividade envolveu 18 regiões, mobilização de equipes de resgate em Lima e cenários que incluíam chuvas intensas e riscos de tsunami. O treinamento marcou os 19 anos do terremoto que atingiu Pisco em 2007 (magnitude 7,9), evento que deixou quase 600 mortos.
Autoridades e equipes de emergência afirmaram que os exercícios têm caráter preventivo, servindo para treinar tanto a população quanto os serviços de resposta a desastres.
Alerta por possível grande tremor
Marco Pajuelo, comandante do corpo de bombeiros do Peru, afirmou que o país vive um período de expectativa por um terremoto de grande magnitude. Ele citou avaliações do Instituto Geofísico Nacional indicando que, após anos de relativo silêncio sísmico, é plausível a ocorrência de um abalo na faixa de 8,8 com elevado potencial destrutivo. Por isso, disse, as simulações são necessárias para preparar equipes e população.
Contexto recente
- No fim de julho, um tremor de magnitude 5,6 foi registrado próximo à fronteira entre Peru e Brasil; moradores relataram sensação fraca do abalo.
- O país está situado no Anel de Fogo do Pacífico, região marcada por intensa atividade tectônica e reincidência de terremotos.
As autoridades locais continuam a monitorar a região e avaliar eventuais danos. Equipes de proteção civil e resgate seguem em prontidão, enquanto pesquisadores mantêm vigilância sobre a atividade sísmica.
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via G1 mundo