O fundo imobiliário PSEC11 apresentou, em setembro de 2026, resultado líquido de R$ 9,51 milhões, o que equivale a R$ 0,52 por cota. Apesar disso, a administração distribuiu R$ 11,04 milhões aos cotistas — R$ 0,60 por cota — complementando parte do pagamento com recursos de reservas acumuladas.
Do total distribuído, aproximadamente R$ 0,08 por cota saíram das reservas, que encerraram o mês em R$ 1,09 milhão (R$ 0,06 por cota).
Segundo o relatório gerencial, as receitas imobiliárias do PSEC11 somaram R$ 9,70 milhões em setembro, sendo R$ 6,37 milhões provenientes de participações em outros FIIs e R$ 3,33 milhões de CRIs. Aplicações financeiras renderam R$ 1,03 milhão, enquanto despesas recorrentes somaram R$ 776,1 mil.
O resultado recorrente alcançou R$ 9,95 milhões em setembro. Operações extraordinárias tiveram efeito negativo de R$ 435,5 mil sobre o resultado final do mês.
Em termos de rendimento, o dividend yield anualizado do mês foi de 14,1% calculado sobre a cotação de setembro; considerando o valor patrimonial, o yield foi de 10,2%. A média dos rendimentos pagos nos últimos 12 meses ficou em R$ 0,62 por cota.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o PSEC11 contabilizou resultado de R$ 99,50 milhões, frente a R$ 99,36 milhões efetivamente distribuídos aos cotistas. A gestão indicou a intenção de manter distribuição de R$ 0,60 por cota em outubro, sem garantia.
Porte, alocação e reestruturação da carteira
O patrimônio líquido do fundo era de R$ 1,29 bilhão ao final de setembro. Da carteira, 65,9% estavam aplicados em cotas de FIIs e 24,8% em CRIs. A estratégia classificada como de carrego representava 51,6% do patrimônio, a parcela oportunística correspondia a 42,4% e os investimentos voltados a ganho de capital somavam 6%.
Durante o processo de reestruturação, o PSEC11 encerrou sua posição em CNES11 e reduziu exposições em outros sete FIIs, com vendas que totalizaram cerca de R$ 2 milhões. Como resultado dessas movimentações, o portfólio passou a conter 68 posições em FIIs, ante 118 no início da reorganização; a meta declarada era reduzir para entre 40 e 50 posições até dezembro.
No segmento de CRIs, o fundo alocou R$ 2,3 milhões em Barzel I, R$ 4,1 milhões em Gav Jeri e R$ 9 milhões em Cone Refri. O caixa líquido reportado somava R$ 119,4 milhões.
Proposta de transferência de ativos e liquidação
Em 30 de setembro foi convocada uma assembleia para deliberar sobre a transferência integral dos ativos do PSEC11 ao RBRX11, seguida da liquidação do fundo. A proposta prevê a amortização aos cotistas em dinheiro e/ou em cotas do RBRX11.
Conforme o cronograma divulgado, a votação estava prevista até 21 de outubro, de modo que a concretização da operação dependia da aprovação dos cotistas. Enquanto o processo de reorganização da carteira seguia em andamento, o fundo permanecia com a proposta formal de encerramento de suas atividades, sujeita ao desfecho da assembleia.
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