Autoridades da República Centro-Africana interditaram formalmente uma mina de ouro artesanal situada em Zamboye, na região de fronteira com os Camarões, depois que um desabamento ocorrido em 18 de agosto de 2026 deixou ao menos 49 mortos, segundo o ministro das Minas, Rufin Benam Beltoungou.
Do total informado pelo governo, 35 vítimas eram cidadãos centro-africanos, 12 eram camaronenses e duas eram do Chade. O ministro declarou que as operações no local foram suspensas até nova ordem enquanto as equipes continuam os trabalhos de busca e salvamento e a contagem oficial das vítimas é confirmada.
Na véspera, representantes de uma associação de mineiros locais haviam afirmado que o número de mortos poderia ultrapassar 100. Um promotor que acompanha o caso disse que os esforços de resgate permanecem em curso e que as autoridades ainda apuram a cifra exata de vítimas.
Especialistas e autoridades costumam apontar que a mineração artesanal, importante para a subsistência de muitas comunidades na África, frequentemente funciona sem fiscalização adequada, com equipamentos e protocolos de segurança insuficientes — fatores que aumentam a ocorrência de desmoronamentos e outros acidentes fatais.
O episódio em Zamboye também revelou a presença de trabalhadores estrangeiros no local, como indicam as nacionalidades das vítimas, o que é comum em áreas de mineração transfronteiriça. Em reação aos riscos do setor, autoridades dos Camarões declararam compromisso em formalizar parte da atividade mineradora para melhorar regulamentação, condições de trabalho e arrecadação fiscal.
As investigações sobre as causas do colapso e a avaliação das medidas de segurança na mina foram iniciadas; as autoridades locais informaram que atualizações serão divulgadas conforme as equipes concluírem as operações de resgate e a identificação das vítimas.
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via G1 mundo