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Juíza federal anula congelamento de vistos dos EUA que atingia 75 países imposto por Trump

Juíza federal anula congelamento de vistos dos EUA que atingia 75 países imposto por Trump

Uma juíza federal dos Estados Unidos anulou, nesta sexta-feira (21), a política do governo que havia congelado o processamento de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países. A decisão revoga recusas fundamentadas exclusivamente nessa instrução administrativa.

A restrição estava em vigor desde 21 de janeiro e afetava solicitações de países como Brasil, Rússia e Irã, entre outros. O Departamento de Estado havia defendido a medida alegando preocupação com o risco de que beneficiários desses vistos dependessem de assistência social ou representassem um custo para as finanças públicas.

“Visto americano é um privilégio, não um direito”, disse na época uma porta‑voz do governo.

No entanto, a juíza Jeannette Vargas, de um tribunal em Nova York, considerou que a política era “contrária à lei” e excedia a autoridade legal do secretário de Estado Marco Rubio. Em sua decisão, Vargas apontou que funcionários consulares foram orientados, de forma equivocada, a negar vistos de imigração com base apenas no país de origem dos requerentes, mesmo quando os demais requisitos haviam sido atendidos.

O entendimento da juíza determina que qualquer negativa de visto baseada exclusivamente nessa política seja anulada. A administração ainda tem o direito de apresentar recurso contra a decisão.

Desde o retorno de Donald Trump à Presidência, o governo adotou postura rígida contra a imigração: além de operações ampliadas de deportação de imigrantes sem documentos, houve também restrições significativas à entrada legal de estrangeiros. Algumas dessas medidas já foram contestadas e derrubadas pela Justiça americana.

Entre decisões recentes do Judiciário, no início de junho um juiz federal anulou a taxa de 100 mil dólares criada para vistos de trabalho muito usada pelo setor de tecnologia. No final de junho, a Suprema Corte invalidou um decreto emitido no primeiro dia do segundo mandato de Trump que pretendia eliminar a cidadania por direito de nascimento para filhos de imigrantes sem documentação.

A controvérsia em torno das políticas migratórias e das limitações de autoridade administrativa sobre vistos deve permanecer no centro de recursos judiciais e de debates políticos nos próximos meses.

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via G1 mundo

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